Archive for August, 2008

Published by fernanda on 30 Aug 2008

DoCoMoMo X DoCoPosMo

Duas siglas um tanto estranhas que tratam de diferentes períodos da arquitetura, mas com um objetivo em comum: o preservacionismo.

DoCoMoMo = (International Working Party for) Documentation and Conservation (of Buildings, Sites and Neighborhoods of the) Modern Moviment.

“Os objetivos do DOCOMOMO são a documentação e a preservação das criações do Movimento Moderno na arquitetura, urbanismo e manifestações afins.

O DOCOMOMO é reconhecido como uma das mais importantes organizações mundiais ligadas às causas preservacionistas.” (Trecho retirado do site DoCoMoMo Brasil).

DoCoPosMo = Documentación y Conversaciones sobre el Posmoderno.

“DoCoPosMo, es un grupo de trabajo que se aboca al estudio de la Arquitectura Posmoderna.

Como equipo de trabajo, pretendemos convertimos en una instancia que posibilite la documentación del legado posmoderno, inicialmente en Chile, y posteriormente en el resto del mundo. Como grupo de estudio, intentamos generar una reflexión acerca del valor de ese patrimonio, recuperando teorías y obras, que han sido inexplicavelmente olvidadas por la cultura arquitetónica nacional e internacional.” (trecho retirado do site DoCoPosMo).

Preservar aspectos da produção arquitetônica é sempre relevante, não importa de que período estamos falando. Mas o que essas organizações trazem de mais significativo, tanto no panorama acadêmico, quanto no panorama de produção propriamente dita, é a discussão de idéias.

É não deixar a arquitetura cair em um vazio puramente comercial e marketeiro.

Published by fernanda on 26 Aug 2008

Escritórios divertidos

Saiu no site do Twitter o novo escritório deles. Muito divertido!

Foto do site do Twitter Brasil

Em qualquer área é muito importante um ambiente de trabalho agradável. Ainda bem que estão começando a seguir o exemplo do Google.

Published by fernanda on 26 Aug 2008

Sites interessantes

Um feed que estou sempre esperando novidades é o do site TRENDIR.

É um site voltado para o design, para a arquitetura e para a propaganda, mas com a especialidade de mostrar novidades. De qualquer tipo.

Ele tem vários “sub-sites” e cada um foca em uma área. No post acima, já mostrei um deles: TRENDIR – MODERN HOUSE DESIGNS.

Outro que me deixou bem interessada foi o TRENDIR – MODERN INTERIORS.

Published by fernanda on 26 Aug 2008

Mesmos materiais, novas idéias

É incrível o que é possível construir com madeira.

Nesse site tem um ótimo exemplo disso.

Published by fernanda on 25 Aug 2008

Google Images 2

Outro resultado da busca insistente foi o PLATAFORMA URBANA. Esse ‘e mais voltado para os assuntos urbanos, mas com o mesmo grau de dedicacao do anterior.

Tambem foi para a lista.

Published by fernanda on 24 Aug 2008

Google Images

Tenho uma regra quando estou pesquisando no Google Images: depois de digitada a pesquisa, olho somente as tres primeiras paginas (abas) de resultados. Isso porque a tendencia ‘e que os melhores resultados estarem l’a. Mas um dia, nao sei por qual razao, resolvi ir ate o fim das quarenta e tantas paginas (abas) e, l’a nas ultimas encontro um dos blogs mais legais sobre arquitetura, o PLATAFORMA RQUITECTURA.

Escreve desse jeito mesmo, porque ‘e chileno e tem muita coisa de arquitetura com madeira. Outra coisa que ‘e muito util para quem quer saber mais a fundo da obra do que uma simples imagem, ‘e que pode acessar links que especificam materiais e detalhamentos interessantes.

J’a est’a como favorito e nos feeds tamb’em.

Published by fernanda on 20 Aug 2008

“Coworking”

Do blog do Tiago Dória, uma idéia que surgiu lá fora chegou no Brasil em abril: COWORKING. Um local com infraestrutura de escritório para várias pessoas trabalharem juntas.

Qual a vantagem? Networking, ou seja, conhecer pessoas de diversas áreas e poder compartilhar idéias e, quem sabe, novos trabalhos.

Sensacional. Meu ideal de interdisciplinaridade.

Published by fernanda on 19 Aug 2008

“Is architecture art?”

Aqui tem uma discussão interessante sobre uma das funções da arquitetura. Concordo com o Mr. Meier.

Published by fernanda on 05 Aug 2008

Caral, a primeira cidade da América

No domingo, vi um documentário da BBC sobre Caral, a cidade mais antiga da América. Mas por que estou falando sobre ela? Porque, além de ser a mais antiga da América e de responder muitas perguntas sobre a origem das grandes cidades, ela põe por terra a teoria de que a guerra é natural para o ser humano.

Caral encontra-se no Vale do Supe, a 200 quilómetros a norte de Lima , no Peru. A civilização de Caral, a mais antiga do continente americano, foi contemporânea de outras como as da China , Egito, Índia e Mesopotânia.

Pirâmides em Caral

Essa região já foi explorada em diferentes épocas, mas ninguém havia encontrado Caral, somente cidades vizinhas. Mas em 1994, Ruth Shady, arqueóloga peruana, percorreu novamente o vale de Supe e identificou 18 lugares com as mesmas características arquitetönicas, entre os quais se encontravam os 4 conhecidos como Chupacigarro Grande, Chupacigarro Chico, Chupacigarro Centro e Chupacigarro Oeste. Para diferenciá-los, Shady denominou-os Caral, Chupacigarro, Miraya e Lurihuasi. Caral, Miraya e Lurihuasi são os nomes quechua dos povoados mais próximos aos lugares. Chupacigarro é o nome espanhol de um ave do lugar.

Shady escavou em Caral a partir de 1996 e apresentou os seus dados pela primeira vez em 1997, no livro “A Cidade Sagrada de Caral-Soube nos alvores da civilização no Peru”. Nesse livro sustentou abertamente a antiguidade pré-cerâmica da Cidade Sagrada de Caral, afirmação que consolidou de maneira irrefutável nos anos seguintes, através de escavações intensivas no lugar.

O Projecto Especial Arqueológico Caral-Soube está a cargo dos trabalhos na Cidade Sagrada de Caral, bem como dos assentamentos próximos de Áspero, Miraya e Lurihuasi. A arqueóloga Ruth Shady, viaja ao vale em forma permanente para continuar o trabalho das escavações e descobertas nesta parte de um país arqueologicamente rico e de diversas culturas milenares.

Mas por que essa busca por respostas?

Por mais de 100 mil anos não havia nem governantes, nem cidades. A humanidade constituía-se, ou de pequenas famílias nômades, ou de pequenos vilarejos. Havia pouco planejamento, pouca liderança e nenhum futuro, apenas sobrevivência, mas, então, algo aconteceu. Seis mil anos atrás, as pessoas começaram a sair dos vilarejos e construir grande cidades. Os arqueólogos chamaram isso de “cruzar a grande fronteira”. Isso aconteceu em seis lugares ao longo do globo – no Egito, Mesopotâmia, China e Índia – e no Novo Mundo, no Peru e América Central. Se não fossem esses pioneiros cruzar a “grande fronteira”, nosso mundo moderno não existiria, dizia o documentário.

Arqueólogos examinaram cada civilização procurando por pistas de porquê elas apareceram e em todas elas eles acharam coisas em comum, por exemplo matemática, sistema de calendários, escrita, cerâmica, metalurgia e, o principal, arquitetura monumental. Esta parece ser o principal sinal de que as pessoas reuniram-se sob governantes e com objetivos em comum.

No entanto, nada disso explica porque nossos ancestrais atravessaram essa barreria histórica. O que fez desisitirmos da vida simples pela cidade?

Existem, segundo o documentário da BBC, muitas teriorias: irrigação, aumentando a quantidade de alimentos; o comércio, que possibilitou a troca de produtos entre cidades, tornando-as especializadas; as guerras, que teriam agrupado os seres humanos através do medo.

O documentário segue a última, porque, segundo Jonathan Haas(Field Museum, Chicago), quanto mais as sociedades vão tornando-se complexas, mais parecem estar em guerras, representadas através da arte, da arquitetura, da escrita. Se a teoria estivesse certa, então a “cidade-mãe” deveria estar cheia de sinais de batalhas, porém os arqueólogos sempre enfrentam o mesmo obstáculo: civilizações constantemente constrõem sobre si mesmas e isso significa que os estágios iniciais teriam desaparecido. Por isso a importância da descoberta de Caral, uma cidade abandonada e intocada pelo tempo.

O documentário segue com a busca de indícios e de materias que pudessem provar a idade de Caral, assim como sinais de batalhas. Durante as escavações, foram encontrados sacolas “shicra”, claramente usadas para carregar pedras. Elas foram feitas com um tipo de palha e poderia ser testada a data através do teste de carbono. Depois de três meses veio o resultado: as sacolas eram de 2600 a.C, ou seja, Caral tem mais de 5000 anos. A cidade mais antiga da América. Quanto aos vestígios de batalha, dentro do perímetro da cidade, nada foi encontrado. Foi então que Jonathan Haas segue para os arredores da cidade pra procurar outros sinais de guerras, como muros e guaritas que retardasse a chegada do inimigo, mas também nada foi encontrado.

Foi impressionante ver o arqueólogo se dar conta de que sua teoria tinha caído por terra. Que uma civilização havia vivido ali por mais de 1000 anos sem nenhum sinal de guerras. Com essa informação, os pesquisadores foram atrás de outra explicação da origem de Caral. Um produto foi abundantemente encontrado: algodão. Havia plantações de algodão, porque, naquela época, o vale era cercado por rios e, com isso, eles abriam canais de irrigação, um grande avanço tecnológico para a época. Eles plantavam algodão para, além do uso local, para usar como moeda de troca para adquirir produtos. Como prova disso, os pesquisadores encontraram restos de vegetais e de frutas originários de outros lugares e o mais impressionante: vestígios de peixes e de moluscos característicos da costa peruana. Uma ligação comercial foi estabelecida entre os agricultores e os pescadores: os primeiros plantavam algodão para a tecelagem de redes de pesca e os pescadores forneciam os peixes e os moluscos secos em troca.

Com essas evidências, eles chegaram à conclusão de que a cidade de Caral originou-se baseada no comércio, um grande sistema auto-sustentável que possibilitou a chegada de produtos de lugares distantes, indo além dos vales de Caral. Isso é incrível, porque esse sistema construiu um mundo pacífico: comércio, governo central, classes sociais vivendo por mais de 1000 anos sem sinais de guerras nem de batalhas.

Essa conclusão ajuda a questionar o seguinte: como podemos ter 1000 anos sem guerras se a violência é inerente ao ser humano?